O CRÉDITO AGRÍCOLA, uma espécie de financiamento concedido aos produtores rurais, conta com taxas de juros mais baixas que as de um empréstimo comum. Assim, é um tipo de incentivo que o governo dá a esses trabalhadores, que não costumam obter retorno imediato e preciso no negócio.

Além disso, é uma forma de estimular o crescimento das atividades agrícolas, fazendo gerar mais recursos ao país.

OS PRINCIPAIS DESTINOS DO CRÉDITO AGRÍCOLA.

Existem três categorias do crédito rural que beneficiam os agricultores. Cada uma pode ser usada para um destino específico:

  • Crédito para Custeio: tem o objetivo de auxiliar nos custos habituais da produção. Por exemplo: comprar insumos, terras, animais, ou realizar outras despesas que tenham relação com o ciclo produtivo;
  • Crédito para Investimento: direcionado a benfeitorias, que ajudem o negócio a se expandir, como reformas, aquisição de máquinas, melhorias no solo, instalações;0
  • Crédito para Comercialização: aqui a finalidade é financiar operações relativas à compra e venda de produtos.

A IMPORTÂNCIA DESSE TIPO DE CRÉDITO.

O objetivo fundamental é aumentar o desenvolvimento no campo. Por ser um tipo de financiamento a juros mais baixos, associações, cooperativas e produtores rurais passam a ter mais facilidade para otimizar suas produções e processos de comercialização.

AS PROPOSTAS DO PLANO SAFRA 2019/2020.

Segundo a Ministra da Agricultura Tereza Cristina, o plano 2019/2020 “beneficiará os pequenos e médios agricultores”, já que a taxa de juros ficará ainda mais em conta para eles. No Pronaf, por exemplo, a expectativa é uma redução de 4,6% para 4% ao ano. O Pronamp poderá reduzir de 6% para 5,5% ao ano.

Em contrapartida, o governo sinaliza o aumento de juros para alguns programas destinados aos grandes agricultores.

OS DESAFIOS ATUAIS DO CRÉDITO AGRÍCOLA.

A Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) tem demonstrado preocupação com a falta de recursos para o programa Moderfrota (destinado a facilitar aquisição de tratores, pulverizadores, semeadoras e etc.) Em resposta a isso, Eduardo Sampaio, secretário de política agrícola do Ministério da Agricultura, afirmou que, no momento, não será realizado aporte de dinheiro para esta finalidade.

Com isso, o agricultor terá dificuldades de obter crédito agrícola nessa modalidade de programa, o que afetará com certeza, suas possibilidades de compra.

Dr. Caius Godoy, é advogado especialista em Agronegócios na AgroBox Advocacia em Agronegócios. E-mail: caius.godoy@agroboxadv.com.br